
Convido-te
(ao ouvido)
em carícia de vento
sob o teu corpo
de borboleta,
voando
no vale… tudo…
da sedução.
Carlos Alfredo Couto Amaral


Convido-te
(ao ouvido)
em carícia de vento
sob o teu corpo
de borboleta,
voando
no vale… tudo…
da sedução.
Carlos Alfredo Couto Amaral


De ti fiz a harpa e a lira,
a guitarra.
Outra música não sei.
Albano Martins
Imagem: Carlos Alfredo Couto Amaral

“… I learned the hard way
that they all say things you want to hear.
My heavy heart sinks deep down under you
and your twisted words, your help just hurts.
You are not what I thought you were.
Hello to high and dry …”
Sara Bareilles, Love Song

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Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade
Imagem: Paul Klee, Rose Garden


Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo…
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.
Fernando Pessoa
Imagem: Alexander Klevan

“É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer…
… Quero que se cure
Dessa pessoa que o aconselha…”
Ben Harper/ Vanessa da Mata, Boa sorte, good luck


E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.
Rosa Lobato de Faria
Imagem: Olga Sinclair


Atravessa os caminhos da noite
e vem.
Nas fontes, vivas,
do meu corpo
saciarás a tua sede.
Os ramos dos meus braços
serão sombra rumorejante
ao teu sono, exausto.
Atravessa os campos da noite
e vem.
Luísa Dacosta
Imagem: Alexander Klevan, Night’s life

“Anseio o dia em que acordares
Por cima de todos os teus números
Raízes quadradas de somas subtraídas
Sempre com a mesma solução…
Podias deixar de fazer da vida
Um ciclo vicioso…”
Toranja, Carta
Um ciclo vicioso


Amar: Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
O amor é quando a gente mora um no outro.
Mário Quintana