Archive for Agosto, 2008

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Convite

Agosto 31, 2008

Convido-te

(ao ouvido)

em carícia de vento

sob o teu corpo

de borboleta,

voando

no vale… tudo…

da sedução.

Carlos Alfredo Couto Amaral

Imagem: Carol Carter

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De ti

Agosto 27, 2008

De ti fiz a harpa e a lira,

a guitarra.

Outra música não sei.

Albano Martins

Arte por  Andrea Barbiere

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Love song

Agosto 25, 2008

“… I learned the hard way

that they all say things you want to hear.

My heavy heart sinks deep down under you

and your twisted words, your help just hurts.

You are not what I thought you were.

Hello to high and dry …”

Sara Bareilles, Love Song

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Poema para o meu amor doente

Agosto 25, 2008

Hoje roubei todas as rosas dos jardins

e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

Eugénio de Andrade,  in As Mãos e os Frutos (1ª ed., 1948, 20ª ed., Limiar, 2001)

Arte por Paul Klee, Rose Garden

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Põe a tua mão

Agosto 24, 2008

Põe a tua mão

Sobre o meu cabelo…

Tudo é ilusão.

Sonhar é sabê-lo.

Fernando Pessoa

Imagem: Alexander Klevan

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Boa sorte

Agosto 23, 2008

“É só isso

Não tem mais jeito

Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer…

… Quero que se cure

Dessa pessoa que o aconselha…”

Ben Harper/ Vanessa da Mata, Boa sorte, good luck

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E de novo a armadilha dos abraços

Agosto 22, 2008

E de novo a armadilha dos abraços.

E de novo o enredo das delícias.

O rouco da garganta, os pés descalços

a pele alucinada de carícias.

As preces, os segredos, as risadas

no altar esplendoroso das ofertas.

De novo beijo a beijo as madrugadas

de novo seio a seio as descobertas.

Alcandorada no teu corpo imenso

teço um colar de gritos e silêncios

a ecoar no som dos precipícios.

E tudo o que me dás eu te devolvo.

E fazemos de novo, sempre novo

o amor total dos deuses e dos bichos.

Rosa Lobato de Faria, in Dispersos, Roma Ed., 1997

Arte por Olga Sinclair

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Apelo

Agosto 21, 2008

Atravessa os caminhos da noite

e vem.

Nas fontes, vivas,

do meu corpo

saciarás a tua sede.

Os ramos dos meus braços

serão sombra rumorejante

ao teu sono, exausto.

Atravessa os campos da noite

e vem.

Luísa Dacosta, 

in CEM POEMAS PORTUGUESES NO FEMININO, (Terramar, 2005)

Arte de Steven DaLuz

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Carta

Agosto 20, 2008

“Anseio o dia em que acordares

Por cima de todos os teus números

Raízes quadradas de somas subtraídas

Sempre com a mesma solução…

Podias deixar de fazer da vida

Um ciclo vicioso…”

Toranja, Carta

Um ciclo vicioso

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Amar

Agosto 20, 2008

Amar: Fechei os olhos para não te ver

e a minha boca para não dizer…

E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,

e da minha boca fechada nasceram sussurros

e palavras mudas que te dediquei…

O amor é quando a gente mora um no outro.

Mário Quintana

Arte de Jylian Gustlin