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O amor

Dezembro 2, 2008

Estou a amar-te como o frio

corta os lábios.

A arrancar-te a raiz

ao mais diminuto dos rios.

A inundar-te de facas,

de saliva esperma lume.

Estou a rodear de agulhas

a boca mais vulnerável.

A marcar sobre os teus flancos

o itinerário da espuma.

Assim é o amor: mortal e navegável.

Eugénio de Andrade

Imagem: Eiko Ojala

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