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Quanto, quanto me queres?

Dezembro 8, 2008

Quanto, quanto me queres? – perguntaste

Numa voz de lamento diluída;

E quando nos meus olhos demoraste

A luz dos teus senti a luz da vida.

Nas tuas mãos as minhas apertaste;

Lá fora da luz do Sol já combalida

Era um sorriso aberto num contraste

Com a sombra da posse proibida…

Beijámo-nos então, a latejar

No infinito e pálido vaivém

Dos corpos que se entregam sem pensar…

Não perguntes, não sei – não sei dizer:

Um grande amor só se avalia bem

Depois de se perder.

António Botto

Arte de Malcolm Liepke


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