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Cala-te, a luz arde entre os lábios

Dezembro 31, 2008

Cala-te, a luz arde entre os lábios,

e o amor não contempla, sempre

o amor procura, tacteia no escuro,

subo por ti de ramo em ramo,

respiro rente à tua boca,

abre-se a alma à língua, morreria

agora se mo pedisses, dorme,

nunca o amor foi fácil, nunca,

também a terra morre.

Eugénio de Andrade

Arte de Anna Razumovskaya

One comment

  1. Gosto…muito.
    Eugénio é para a poesia portuguesa o autor do puro, do espanto, do rumor, dos silêncios.

    Se está no Facebook, visite “Quem lê Sophia de M. B. Andresen. Espero-o.
    Até lá.
    Lília Tavares



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