Archive for Dezembro, 2008

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O sorriso das estrelas

Dezembro 21, 2008

Hoje fui ver o filme O sorriso das estrelas baseado no bestseller “O Diário da nossa paixão” de Nicholas Sparks. Há sempre uma segunda oportunidade devemos aproveitá-la porque ela pode mudar radicalmente as nossas vidas. As “perdas” estão presentes do príncipio ao fim do filme e o quanto é difícil sobreviver depois delas.

Aconselho-te Gato a ires ver o filme e depois, talvez me percebas melhor.

Deixo aqui um excerto do livro:

“Quando durmo, sonho contigo e, quando acordo, desejo ter-te nos meus braços. O tempo que vivemos separados mais não fará do que convencer-me ainda mais, se tal for possível, de que quero passar as noites que me restam ao teu lado e os meus dias contigo no coração (…) Quando estou a escrever-te, sinto o teu hálito, e imagino que sentes o meu quando lês o que escrevo. “

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Voz

Dezembro 21, 2008

Da tua voz

o corpo

o tempo já vencido

os dedos que me

vogam

nos cabelos

e os lábios que me

roçam pela boca

nesta mansa tontura

em nunca tê-los…

Meu amor

que quartos na memória

não ocupamos nós

se não partimos…

Mas porque assim te invento

e já te troco as horas

vou passando dos teus braços

que não sei

para o vácuo em que me deixas

se demoras

nesta mansa certeza que não vens.

Maria Teresa Horta

Arte por Alfredo Araújo

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Do meu amor perfeito

Dezembro 20, 2008

Do meu amor perfeito, flor ausente,

não lembro o rosto nem a voz:

lembro a fadiga sorridente

que havia, ao fim, em cada um de nós.

David Mourão-Ferreira

Arte de Vassia Alaykova

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No meu sono

Dezembro 19, 2008

No meu sono

ela flutua

a cada passo…

Nua

riscando o espaço

numa névoa de outono…

Apenas nos cabelos

um azulado laço…

E assim enlaço

a imagem sua…

Saúl Dias

Arte de Verónica Fonzo

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Tu choravas

Dezembro 18, 2008

Tu choravas e eu ia apagando

com os meus beijos os rastos das tuas lágrimas

– riscos na areia mole e quente do teu rosto.

Choravas como quem se procura.

E eu descobria mundos, inventava nomes,

enquanto ia espremendo com as mãos

o meu sangue todo no teu sangue.

Não sei se o mundo existia e nós

existiamos realmente.

Sei que tudo estava suspenso,

esperando não sei que grave acontecimento,

e que milhares de insectos paravam e

zumbiam nos meus sentidos.

Só a minha boca era uma abelha inquieta

percorrendo e picando o teu corpo de beijos.

Depois só dei pela manhã,

a manhã atrevida,

entrando devagar, muito devagar e

acordando-me.

Desviei os meus olhos para ti:

ao longo do teu corpo morriam as estrelas.

A noite partira. E, lentamente,

o sol rompeu no céu da tua boca.

Albano Martins

Arte de Erhard Loblein

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Perfil de primavera

Dezembro 17, 2008

Perfil de primavera

Nas mãos que eu ergo acima desta ausência.

O meu sangue desperta, cria raízes no teu sangue

Nos jardins desertos da nossa solidão.

As minhas mãos, as tuas mãos, os corpos abraçados

E a única cidade construída para o nosso amor:

Nua, inquieta.

Clandestina.

A tua boca no meu peito. Os beijos

Demorados. E todos os silêncios.

As ruas que eu abri no teu olhar

Começam nos meus dedos.

Vem,

Eu amo-te.

Joaquim Pessoa

Arte de Csaba Markus

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Cada vez

Dezembro 16, 2008

Cada vez nos temos mais apenas

um ao outro.

Joaquim Pessoa

Arte de Willem Haenraets

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The scientist

Dezembro 15, 2008

“…Do not speak as loud as my heart

And tell me you love me, come back and haunt me

Oh and I rush to the start

Running in circles, Chasing tails

Coming back as we are

Nobody said it was easy…”

Coldplay, The scientist

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Dezembro 14, 2008

Eu, sempre

me soube

defender

em todas

as circunstâncias…

menos na circunstância

de te amar

Luis Mendes

imagem: Trisha Lambi

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Por uma noite

Dezembro 13, 2008

“…Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor

Enquanto buscas o ar pela boca

Passeias o teu cheiro no meu corpo

Por entre os braços misturo tudo

Após o prazer ficaremos mudos

Sem saber

Se é por uma noite…”

Klepht, Por uma noite