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Chamo por ti

Janeiro 2, 2009

Como se o teu amor tivesse outro nome no teu nome,

chamo por ti; e o som do que digo é o amor

que ao teu corpo substitui a doçura de um pronome

– tu, a sílaba única de uma eclosão de flor.

Diz-me, então, por que vens ter comigo

no puro despertar da minha solidão?

E que murmúrio lento de uma cantiga de amigo

nos repete o amor numa insistência de refrão?

É como se nada tivesse para te dizer

quando tu és tudo o que me habita os lábios:

linguagem breve de gestos sábios

que os teus olhos me dão para beber.

Nuno Júdice

Arte de Henri de Toulouse-Lautrec

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