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Palavras interditas

Abril 23, 2009

Não ouças o que eu digo, não dês voz

às palavras que à noite te murmuro.

São setas de arremesso contra o muro

de silêncio que erguemos entre nós.

*

O que tenho a dizer-te está além

de tudo o que te digo e o que sinto.

Por muito que te minta (e eu não minto)

são coisas que não digo a mais ninguém.

*

Porque sobre as palavras que te digo

voa o pássaro azul dos sentimentos

que não sei transmitir, mas trago dentro

*

de mim quando me encontro a sós contigo

e ignoro as palavras interditas

que diriam o amor com que me fitas.

Torquato da Luz

Imagem: Jackie Ludtke

One comment

  1. Adimito que conheci Torquato Luz aqui no seu blog e tornei-me adimiradora dos seus poemas.

    São versos de um amor exato. Sem arestas. Sem interditos.

    Lindo!

    Beijos,



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