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Labirinto ou não foi nada

Julho 31, 2009

Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua…
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!

Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua…
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.

Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.

David Mourão-Ferreira

Imagem: Finela Moore

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2 comentários

  1. Se não foi amor, então, de fato, não foi nada.

    Lindo!

    Bjs,


  2. Olá, Gato Pingado!

    Belíssimo mas triste poema!

    Que pena que não foi amor…

    beijinho,

    Neli



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