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Quando voltares, põe na tua voz

Julho 27, 2012

Quando voltares, põe na tua voz

aquela flor azul que te ofereci.

Talvez, assim, eu julgue reencontrar-te

e os olhos se encham, outra vez.

*

Ainda tens no gesto aquele susto

que se enrolava todo nos meus dedos

e punha à nossa volta

um colar de silêncio ardendo.

*

Tudo mudou, bem sei. Naquela tília

o outono já começou;

e nas tuas palavras

algumas folhas devem ter caído.

*

Mas, se voltares, põe a flor azul,

põe o passado no gesto e na voz.

Talvez assim eu julgue reencontrar-te

e os olhos se encham. É tão fácil!

António Cabral

Arte de Iwona Zawadzka

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