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Súplica

Junho 4, 2013

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…

Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

Imagem: Lajos Gulácsy

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2 comentários

  1. Mais uma vez, os meus sinceros parabéns pela qualidade dos poemas e das imagens que coloca neste blogue. Eu adoro poesia e leio muito e está sempre a surpreender-me com poemas que ainda não conhecia ou que já não lia há muito tempo. Obrigada pelos momentos mágicos de contemplação artística que me proporciona com o seu Gato, deliciosamente Pingado. 😀


  2. Obrigada pelas suas palavras. Também me tem dado muito prazer manter este blog. 🙂



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