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Quero acordar-te

Julho 6, 2013

Quero acordar-te

da profundidade do teu sono,

da carícia tornada ferida,

do crepúsculo não vivido.

Buscaste-me quebrando

um a um os silêncios

das tuas mãos,

pisaste as estradas,

com asas chegaste

como o outono

discreto mas presente.

Sou a semente que se perdeu

entre as pedras do caminho

e o luar esquecido pela claridade

dos néons.

Soube-nos a chegada

a partida pela noite.

Se voltas,

porque tens de partir

na cauda dos ventos do norte?

O frio percorre-me

quando começa a sombra da tua ausência.

Lília Tavares

Arte por Natmir Lura

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