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No adormecer do teu olhar

Julho 14, 2013

No adormecer dos teus olhos azuis
Escondo as minhas noites luar
Céus perdidos de marés livres
Quebranto de sonhos por querer
Adornos de leituras por escrever
Arejos de fruta doce rendida
E um favo de sementes meladas.

Na calma fugaz…encontro-te
No meio de palavras brandidas
Por entre traços de pontes carentes
Vejo-te névoa tangente de sobressalto
Destino esvoaçante a manejar
Entrega ao romanceiro da saga dormente
No caviloso som da denúncia.

Meu querer…meu amor…meu compasso
Julgo-te força estranha suave
Colírio sussurrante cristalino
Deusa, epíteto meigo e penetrante
Carisma solto e pautado costume
Derrame de essências marcantes
Brisa queixosa de saudades.

Grito-te, vida de falas juntas
Vícios meigos de abraçares redutos
narrativas inundantes de lágrimas seda
Porção de soros turvos amendoados
Espiral de linhas de fulgor correntes
Montanhas de aromas sólidos fortes
Arco-íris vivo de cores beleza.

Fonte nobre, clareira ávida
No espaço do teu couto verdejante
Anexo a minha credencial isenta
Remeto-te o meu dote infinito
na troca do teu indelével merecimento
Convite testemunha sem predicado
Porque vaidade, é o orgulho de te receber.

José Luís Outono

Imagem: Lutz Baar

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