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Inocência

Julho 26, 2013

A inocência do teu corpo é um pano branco.
A carne é crua num corpo intacto de plena luz.
Nu e intenso é o teu olhar despido de fogo.
Estou sóbrio na noite em que murmuro o teu
nome puro.

Sei que a água não é o pão que como
no teu corpo virgem.
A tua inocência é o fruto delicado
que pressinto na ponta dos meus dedos.

Respiro lentamente a fome dos teus braços.
Sinto falta de beijar o sol da tua boca…

Cláudio Cordeiro,

in RIO DE DOZE ÁGUAS, 12 POETAS,(Coisas de Ler, Ed., 2012)

Imagem: Vladimir Dunjić

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