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Amêndoa amarga

Julho 29, 2013

Este travo inteiro a amêndoa amarga

A ameixa a doce a ferver no tacho

Esse travo na língua a fermentar no corpo

A febre a nascer a crescer debaixo

Em baixo… a saia a subir nas coxas e esse cheiro mais grosso se entreabro

Asa pernas os lábios e o gosto onde o sabor da amêndoa se torna mais amargo

É esse o momento o instante exacto em que tudo se prende ao gesto sem sentido

A calda no ponto deixa a língua em brasa

E eu tiro pela cabeça o meu vestido

Maria Teresa Horta, in DESTINO (Quetzal, 1998), in AS PALAVRAS DO CORPO (D. Quixote, 2012)

Imagem: Autor desconhecido

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