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Na rua

Agosto 23, 2013

Ninguém por certo adivinha
como essa Desconhecida,
entre estes braços prendida,
jurava ser toda minha…

Minha sempre! – E em voz baixinha:
– «Tua ainda além da vida!…»
Hoje fita-me, esquecida
do grande amor que me tinha.

Juramos ser imortal
esse amor estranho e louco…
E o grande amor, afinal,

(Com que desprezo me lembro!)
foi morrendo pouco a pouco,
– como uma tarde de Setembro…

Manuel Laranjeira,

in OBRAS DE MANUEL LARANJEIRA, org., pref. e notas de José Carlos Seabra Pereira (Asa, 1993)

Arte de Aldo Luongo

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