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Das aves e das manhãs

Julho 4, 2014

Eu sou a solene maciez do linho
A perturbante lisura das espadas
Eu sou a prenda, a pressa do caminho
Eu sou o cada dia renaser do nada

Eu sou a estreiteza imperfeita das levadas
Uma manhã de luzes sobre o trilho
De pó, de pedra, de destino, brilho
Eu sou a intrepidez das aves mutiladas

Estranhamente eu sou e não sou, desdigo
Ser, não ser, não sei, persigo e desperto
Aqui, agora, só sei que estou contigo.

Carla Furtado Ribeiro, in Em Silêncio (Chiado Editora, 2013)

Arte de Hyatt Moore

 

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