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O arco e o anel dos teus braços

Outubro 9, 2014

O arco e o anel dos teus braços resplandecentes e frescos
Uma aventura de primavera ns ardores do estio
Verde nos prados brancos
De esperança e de orvalho cravejada.

Não nos esqueçamos do rouxinol
Nem do jogo de xadrez escondido no areal
Nem das ossadas dos mortos
Nem das folhas murchas que entraram
Na eternidade de Dezembro.

Um olhar amplo como o silêncio
Nesse instante chegamos à vida
Paraíso dos olhos o amor não tem limite
Confiança de há muito intacta
Braços pródigos abraços renovados
À mesa das utopias felizes

Como se os dois fossemos os únicos sobre a terra
Mais o sorriso de nossos gestos simples.
Podemos ter a audácia
De nada esquecer
Juras sem motivo tudo estando prometido
Desde a eternidade
Nada temos para inventar.

E o todo está entregue à nossa iniciativa em tudo.

Paul Éluard, in Últimos Poemas de Amor, tradução de Maria Gabriela Llansol (Relógio d’Água, 2002)

Arte de Emerico Imre Toth

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