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Dilúvio de chamas

Novembro 6, 2014

Desejo-te única como
a palavra: fogo que um verso procura
deter: nas mãos a água ilude
a boca e a sede pede mais:
nos lábios a pérola cai
do orvalho todas as manhãs: a pétala
o corpo adorna o poema
veemente: dilúvio de chamas
prestes a barca
urgente do azul desmedido

David Rodrigues in Dilúvio de Chamas

(ed. de ASS. dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, 1985)

Arte de Caroline Westerhout

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